Você Sabia?

Sal & Pimenta

Eles temperam nossa vida mas não se restringem apenas ao que comemos! Tão populares, o sal e a pimenta estão ligados não só à nossa sobrevivência, como também no desenvolvimento de civilizações ao logo da existência humana. Tanto o sal quanto as especiarias foram usados no passado como moeda de troca, e foram indiretamente responsáveis pela criação e queda de Impérios. Além disso, ambos chegaram a ser considerados tão — ou até mais — valiosos do que o ouro, e ajudaram a moldar o mundo como conhecemos atualmente.

Sal, na medida certa

O sal é o único mineral que as pessoas comem. É uma substância comum que tem sido procurada por animais e humanos desde o início dos tempos. Um dos registros mais antigos de que se tem notícia e que faz menção ao sal é um manuscrito chinês de farmacologia de 4,7 mil anos, que traz uma longa discussão sobre o emprego, métodos de extração do elemento e a descrição de mais 40 tipos diferentes de sal. Entretanto, o elemento começou a ser usado pelos seres humanos muito antes do surgimento da história escrita, e foi graças a ele que cidades inteiras se desenvolveram e se tornaram prósperas.

O sal teve um enorme impacto no desenvolvimento das civilizações, já que seu papel fundamental na preservação de alimentos não só facilitou a sobrevivência, como permitiu a mobilidade das populações. Os nossos ancestrais seguiam animais em busca de alimento e sal, e suas trilhas foram se transformando em estradas — ao longo das quais pequenos grupos começaram a se fixar, dando origem a comunidades, cidades e, eventualmente, países inteiros.

O sal também teve um papel econômico crucial ao longo da História. A cidade europeia mais antiga de que se tem notícia, Solnitsata, situada no território que hoje corresponde à Bulgária, floresceu por volta dos anos 4.700 e 4.200 a.C. nos arredores de valiosas nascentes de água salobra. Mais tarde, os fenícios se transformaram em verdadeiros mestres na extração e comércio de sal, e foi com os antigos romanos que o comércio se expandiu de verdade.

Passando para os dias atuais, cerca de 17% do sal que consumimos é encontrado naturalmente nos alimentos – do peixe aos vegetais. O restante da nossa ingestão vem do sal que acrescentamos ao cozimento dos alimentos e nos alimentos processados. Nas carnes processadas, o sal atua como aglutinante, controla a cor e melhora a maciez. No pão, fortalece o glúten na massa, proporcionando grãos, textura e força uniformes e permitindo que a massa se expanda sem rasgar. Desenvolve a dureza da casca e até a consistência no queijo. É, portanto, um alimento imprescindível em nossas vidas.

moedor de sal e pimenta

Uma pitada de pimenta

Nada como uma pitada de pimenta para acrescentar a qualquer prato um sabor diferenciado. Desde o século XV, as especiarias são produtos valorizados, importantes, e que dão um toque marcante na comida. A pimenta preta, conhecida aqui no Brasil como pimenta do reino, é e sempre foi a pimenta mais consumida e comercializada no mundo.

A pimenta do reino é um fruto da trepadeira “Piper Nigrum”, originária da Costa do malabar, trecho do litoral no sudoeste do subcontinente indiano. Durante a Idade Média, a pimenta do reino era a especiaria mais importante da Europa, e seu comercio era extremamente forte. Pelo fato de ter tanta força comercial, ela chegou a ser comercializada como moeda, provando o seu alto valor naquela época.

Pelo fato de ser um produto tão caro, se tornou um artigo de luxo, onde apenas as classes mais altas da sociedade tinham acesso. Antigamente, por não existir métodos de conservação dos alimentos, muitas especiarias eram usadas para esconder o gosto forte que se instalava nas carnes que se já encontravam em estado de decomposição, e a pimenta do reino era uma delas.

De sabor suave, e de leve picância, a pimenta do reino se tornou a rainha das pimentas e pode ser utilizada em absolutamente tudo. É a favorita dos cozinheiros, utilizada em diversos países do mundo, e anda sempre junto com o sal na hora de temperar. Seus grãos são secos ao sol igual o café e quando usados, devem ser moídos sempre na hora, pois assim o seu aroma e sabor ficam conservados.

moedor de sal e pimenta

Essencias no tempero

E já que os alimentos que ingerimos ganham vida e sabor com o uso do sal e pimenta, que tal utilizá-los da melhor forma possível?
A melhor dica é dispensar as versões já industrializadas e moer sal e pimenta na hora do uso. Basta um bom moedor e seus pratos ganharão a melhor versão dos dois temperos.

A pimenta é repleta de óleos essenciais altamente voláteis que evaporam logo que entram em contato com o ar. O cheiro que um pote de pimenta recém-aberto exala é prova disso. Ou seja, quanto mais desintegrada a pimenta, menor “área de resistência” seus aromas e sabores terão em relação ao ambiente. Por isso, um bom moedor de pimenta vai garantir que ela chegue ao prato com todo seu potencial e garanta muito mais aroma e sabor.

Já o sal não possui óleos aromáticos e o seu sabor não sofre tantas alterações quando previamente moído. O efeito do sal quando moído na hora é de textura, principalmente quando utilizado na finalização do prato.

Na hora de escolher seu moedor, atenção redobrada à qualidade da lâmina e da resistência do material.

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Você Sabia?
Até o início do século 20, barras de sal chamadas amoleh eram usadas como moeda oficial na Etiópia.A pimenta-do-reino, costumava ser usada pelos antigos egípcios durante rituais funerários que envolviam colocar seus grãos nas cavidades nasais dos faraós.

O sal também era usado pelos antigos egípcios durante rituais religiosos e na mumificação dos mortos.

Nos antigos teatros japoneses era costume jogar um pouquinho de sal sobre o palco antes das apresentações para afugentar espíritos malignos.

Os antigos gregos e romanos acreditavam que o consumo de cominho podia tornar a pele mais clara.

Pescadores europeus já salgavam o arenque e o bacalhau para poder armazená-los antes da Idade Média. Apesar de o sal ser utilizado para preservar os alimentos, na Idade Média, devido à falta de refrigeradores, as comidas acabavam estragando mais depressa. Assim, as especiarias eram utilizadas para dar sabor aos alimentos que já estavam um pouco “passados”.

Existem diversas menções ao sal na Bíblia, e ele é um dos símbolos utilizados no batismo.

E você já ouviu aquela história de que derrubar sal dá azar? Essa superstição surgiu graças à pintura “A Última Ceia” de Leonardo Da Vinci, que posicionou um recipiente com sal derramado diante da figura de Judas. Não se preocupe se você derrubar o sal… existe um antídoto! Basta jogar um punhadinho para trás sobre o ombro esquerdo.

Os soldados romanos costumavam receber rações especiais de sal chamadas salarium argentum como pagamento — e daí teria surgido a palavra “salário”. Vale lembrar que alguns historiadores negam que os romanos recebiam parte de seu pagamento na forma de sal.

Segundo dizem, os militares ganhavam tudo em dinheiro, e a origem da palavra “salário” estaria relacionada com a Via Salaria, a estrada usada para o transporte de sal até Roma.

O vocábulo “salada” também tem seu surgimento relacionado com os romanos e o sal, já que eles costumavam salgar verduras e legumes para dar mais sabor a esses alimentos.

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